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A Carbono Química, uma das líderes em distribuição de produtos químicos e petroquímicos no País, anuncia aumento de 12% no faturamento em 2008. A distribuidora registrou também crescimento de 4,5% na comercialização de insumos, impulsionados por seus principais clientes na indústria de tintas e vernizes, adesivos e selantes, agroquímica, construção civil e sucroálcool. Sua carteira chegou a 1.054 empresas e o volume distribuído no ano atingiu 70 mil m³/ton – dos quais 97% abasteceram o mercado interno e o restante, exportado para países como Argentina, Uruguai e Chile. A boa performance da distribuidora, com sede no ABC Paulista, é resultado de investimentos contínuos durante o ano, como a implantação de um novo sistema de ERP e a busca por novos nichos de mercado e linhas de produtos, entre as quais os solventes sustentáveis, menos agressivos ao meio ambiente. “Mudanças nas regras para estabelecimento de crédito e também na administração de nossas finanças foram determinantes para enfrentarmos a crise econômica no último trimestre. Passamos também a acompanhar com rigor a inadimplência”, relata Rodrigo Gabriel, diretor de desenvolvimento de negócios. Os resultados só não foram superiores por conta do dólar valorizado, da desaceleração das vendas e da queda de preços dos produtos petroquímicos no último trimestre. “Nossos clientes reduziram o volume de compras e os preços internacionais tiveram reduções radicais. Em novembro e dezembro, o custo de matérias-primas ligadas ao segmento de poliuretanos caíram cerca de 50% e os solventes tiveram queda de 30% em relação ao trimestre anterior”, analisa. “Outra preocupação é o tempo de recuperação dos mercados, que deverá ser heterogêneo entre os diversos segmentos, bem como o novo patamar de preços a ser criado a partir desta recuperação”, comenta. Gabriel, porém, aposta na recuperação do setor. “Os preços devem se estabilizar ao longo do primeiro semestre, devido à menor disponibilidade de matérias-primas no mercado, conseqüência de várias paradas de produção e fechamentos de fábricas pelo mundo. A previsão de alta no faturamento das indústrias de tintas e vernizes, em torno de 2,5%, e de adesivos e selantes na faixa de 2% também animam”, finaliza.
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