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O Grupo Ultra e a Petrobras estão a um passo de fechar uma proposta conjunta para compra da Esso. Com a aquisição compartilhada, a Petrobras e a Ipiranga disparam no ranking nacional e passam a ser naturalmente potenciais consolidadoras da Shell e da Texaco. Uma fonte próxima do Grupo Ultra, que já foi da estatal, arrisca que depois da compra a distribuição será de 35% de market share para a Petrobras e pouco mais de 18% para a Ipiranga. Nas últimas semanas discutiu-se intensamente o valor da proposta e o reparte posterior dos ativos. A Petrobras deve ficar com o grosso das operações na Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai e um número menor dos postos no Brasil. O Ultra, ainda que em proporção diminuta, também ficaria com alguns postos na América do Sul. O acordo mais complicado é justamente definir quem fica com qual posto. O critério de superposição usado em alguns casos, em outros simplesmente acirra a contradição. Melhor fechar um posto menos rentável em determinada geografia e trocá-lo por um estabelecimento vizinho que dê retorno. A Petrobras só não entra sozinha devido às exigências do direito econômico. Sem alguém para dividir o espólio da Esso, o Cade impediria a compra pela Petrobras. Na estatal chegou a se cogitar a invenção de um novo player para o setor. Algo assim como um convite à Braskem ou Unipar para criarem suas bandeiras. O motivo de tanta sede da Petrobras pelos ativos é meramente reativo. A Petrobras não aceita que a PDVSA faça sequer uma cabeça de ponte no mercado brasileiro.
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