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Pesquisa foi apresentada na reunião mensal do Depar, que também apontou resultados da Sondagem CNI em três cidades paulistas Paulo Francini Nos últimos dez anos, o Brasil manteve-se entre os 18 países que mais receberam investimentos estrangeiros. Entre os emergentes, o Brasil está entre os cinco primeiros. "De 1995 até 2007, foram investidos US$ 284 bilhões em negócios no País", falou Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), aos diretores regionais da Fiesp, em sua reunião mensal, no dia 9. "O mapa desses investimentos contempla especialmente a metalurgia básica, produtos alimentícios, celulose e papel", apontou Francini.
A reunião coordenada pelo Departamento de Ação Regional (Depar) mostrou ainda resultados de sondagem inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nos municípios de Presidente Prudente, Bauru e Jundiaí. A pesquisa, que revela o grau de confiança do empresário brasileiro, foi aplicada em parceria com instituições de ensino locais, sob a coordenação do Depar. Conselhos Sesi/Senai Os diretores viram os bons frutos do trabalho que realizaram à frente dos Conselhos Consultivos das Escolas Sesi e Senai na exposição feita pelo diretor do Departamento Regional de São Paulo dessas instituições, Luis Carlos Souza Vieira, que destacou a atuação dos 51 Conselhos, criados no âmbito das Diretorias Regionais, que somam cerca de 3 mil conselheiros. "Não conheço outra entidade de classe, no Brasil, que tenha tantos voluntários", assinalou Vieira. A ação dos Conselhos, segundo ele, foi determinante para os saltos quantitativo e qualitativo nas duas instituições, que tiveram ampliações significativas na rede física e no volume de matrículas, da ordem de 20%. "A figura do diretor regional, que também preside o Conselho Consultivo Sesi/Senai, foi fundamental na interlocução com prefeitos e câmaras municipais", observou. O diretor titular do Depar, Alexandre Serpa, também reconheceu a importância do trabalho dos conselheiros. "A ação dos conselheiros ajudou a nortear os investimentos do Sistema Fiesp nas duas entidades, que ultrapassaram a casa de 200%. O número de matrículas/ano ultrapassou um milhão", comparou Serpa. Para o diretor do Depar, os colegiados criaram canais de interlocução com a sociedade, e especialmente com a municipalidade, no qual o empresário se envolveu e consagrou a sua identidade com a questão da educação e da formação profissional. "Os Conselhos fizeram um trabalho de prospecção e planejamento para o futuro, pensando antes no que vem pela frente. A indústria, quando ela entende o que faz, ela faz melhor", observou. Não à CPMF Ao final, o chefe de Relações Institucionais e Governamentais da Fiesp, Sérgio Barbour, voltou a pedir empenho dos diretores na coleta de assinaturas e adesões ao movimento que pede o fim da CPMF. "Continuem enviando mensagens aos senadores", disse Barbour, agradecendo a ação do Depar no movimento. Em 30 dias, o número de adesões, em abaixo-assinados, subiu de 8 mil para 132 mil assinaturas, destacou Barbour. "Em nossas reuniões, os diretores estão pedindo balcões de assinaturas. Eles estão mobilizando e indo às ruas. Há nisso alma de cidadania", completou Alexandre Serpa. O presidente da Associação Industrial de Jandira (Assija), Reinaldo Pasqua, apresentou estudo sobre a participação do setor industrial para a formação do orçamento público dos municípios, a partir de um modelo ITM (Indústria Típica Metropolitana), criado naquela cidade.
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